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26 de maio de 2012



Ele nem sabe...
Ele não sabe mais nada sobre mim. Não sabe que o aperto no meu peito diminuiu, que meu cabelo cresceu, que os meus olhos estão menos melancólicos, mas que tenho estado quieta, calada, concentrada numa vida prática e sem aquela necessidade toda de ser amada. Ele não sabe quantos livros pude ler em algumas semanas. Não sabe quais são meus novos assuntos nem os filmes favoritos. Ele ...não sabe que a cada dia eu penso menos nele, mas que conservo alguma curiosidade em saber se o seu coração está mais tranqüilo, se seu cabelo mudou, se o seu olhar continua inquieto. Ele nem imagina quanta coisa pude planejar durante esses dias todos e como me isolei pra tentar organizar todos os meus projetos. Ele não sabe quantos amigos desapareceram desde que me desvencilhei da minha vida social intensa. Que tenho sentido mais sono e ainda assim, dormido pouco. Que tenho escrito mais no meu caderno de sonhos. Que aqui faz tanto frio, ele não sabe por mim. Ele não sabe que eu nunca mais me atentei pra saudade. Que simplesmente deixei de pensar em tudo que me parecia instável. Que aprendi a não sobrecarregar meu coração, este órgão tão nobre. Ele não sabe que eu entendi que se eu resolver a minha dor, ainda assim, poderei criar através da dor alheia sem precisar sofrer junto pra conceber um poema de cura. Hoje foi um dia em que percebi quanta coisa em mim mudou e ele não sabe sobre nada disso. Ele não sabe que tenho estado tão só sem a devastadora sensação de me sentir sozinha. Ele não sabe que desde que não compartilhamos mais nada sobre nós, eu tive que me tornar minha melhor companhia: ele nem imagina que foi ele quem me ensinou esta alegria.

Marla de Queiroz
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21 de maio de 2012

O resto É resto


Resolvi que não tenho mais problemas.
Eu os invento.
Portanto, nesse momento, está desinventado.
Todo e qualquer constrangimento.
Anulada qualquer culpa.
Quebrado qualquer quebranto.
Nenhuma dúvida restará.
Inválida será qualquer dor.
De agora em diante, simplesmente não entendo o que não se explica.
Não me confundem mais as palavras.
Volto a ser gente que só sente, sinceramente.

Cris Giffone
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9 de maio de 2012

Desvenda-me!


Desvenda-me.
Cor a cor.
Peça a peça.
Palavra a palavra.
Gesto a gesto.
Aprenderás com o tempo que sou a incógnita mais simples de todas as equações. Mas não posso mostrar-to. É algo que tens de descobrir sozinho... Às vezes é só olhar melhor, ainda que para as mesmas coisas. Trago a transparência nos olhos e tenho a alma aberta, ainda que quebrada. Por isso olha para mim. Vê-me. Descobre os meus segredos com a suavidade de um toque ou de um suspiro. Sou um enigma que só tu podes desvendar. Por isso decifra-me.
Medo a medo.
Ilusão a ilusão.
É assim que poderás chegar ao fundo da minha alma.
Passo a passo.
Sem desistires de mim, sem desistires do que pode haver nos confins do que o mundo não vê em mim. Não esperes que seja um livro aberto. Há muito nas entrelinhas do conto mal fadado com que pintei a história da minha vida. Mas podes interpretar-me. Mover-te qual personagem da história, conhecer o que ficou além do que eu própria sei. Hei-de te deixar chegar lá: ao lugar inóspito do meu coração onde nunca ninguém chegou. Hei-de te mostrar a incerteza e a dor.
Carinho a carinho.
É assim que vais derrotar a minha insegurança. Matando os silêncios, trucidando as distâncias e abraçando o meu corpo de mulher perdida.
Toque a toque.
Beijo a beijo.
O sentir insensato dos teus lábios nos meus. É assim que vais quebrar a minha muralha. É assim que vais roubar a máscara de mulher forte e conhecer a menina carente. E talvez seja aí que, incerteza a incerteza, vais criar o adeus.
Mas entende: é peça a peça, cor a cor, palavra a palavra que terás acesso ao melhor e ao pior de mim. E eu sou o que fica nessa realidade crua: o melhor e o pior. Não julgues tão facilmente! Desvenda-me. Tenho a certeza de que consegues entrar no meu mundo de sonhos, onde geralmente só eu posso vaguear. Nesse mundo vais conhecer personagens e desejos. Personagens com vida própria e desejos que guardei pela certeza inabalável de que é impossível viver de sonhos. Vais conhecer nele a fada, a bailarina, a criança. Vais conhecer nele os rios de possibilidade e o horizonte que fica ao alcance de um toque. E, nesse mundo maravilhoso, também vais palmilhar os vales da minha loucura. Porque me perdi loucamente no desejo de viver na ilusão de uma vida melhor. Podes decifrar-me.
Sentido a sentido.
Respiração a respiração.
Sopro a sopro.
Podes decifrar esse enigma que espantou universos e surpreendeu átomos. Esse ser que fez apaixonar umas pessoas e afastou outras. Seja qual for o desfecho: desvenda-me.
Cor a cor.
Peça a peça.
Palavra a palavra.
Gesto a gesto.
Decifra o que há de mais complexo em mim por entre a minha própria simplicidade. Não importa se depois fores embora, passo a passo. Só não quero que vás sem saberes quem eu sou.

Marina Ferraz
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13 de abril de 2012

5 de abril de 2012

30 de março de 2012


"E o tempo parou naquela altura. O meu coração dizia-me o mesmo que a minha cabeça, e isso era assutador. Ambos me informaram que estava na altura. Na altura de parar. Que estava na altura de fechar o baú daquela que um dia foi a nossa história. Estava na altura de largar recordações e largar o meu mundo. Sim, porque era mesmo disso que se tratava. Eu estava naquele momento a largar o meu mundo, tudo o que eu sonhava. Estava a largar o meu sonho que um dia foi tornado realidade. Mas eu sei, tinha que ser. Mas sabes, doi. Doi muito. É complicado porque quando nos ligamos a alguém, o mais complicado é passar do "sempre" ao "nunca mais". Sinto falta dos teus abraços calorosos, dos teus beijos apaixonados. Dos teus conselhos e das nossas conversas intermináveis sobre tudo aquilo que somos. Ou que eramos. Ou que fomos. Tenho saudades de te ouvir falar de quando nos conhecemos e de como mudamos juntos. Tenho saudades dos nossos passeios, dos nossos jantares fora de horas. Tenho tantas saudades do teu toque que me fazia tremer cada vez que me pegavas na mão. Sinto falta da tua protecção. Da maneira como o teu olhar facilmente percebia o sorriso estampado nos meus lábios. As promessas, que foram todas em vão. Um mundo, que desapareceu. Um "Sempre" que deixou de existir. Tantas emoções bonitas que desapareceram, se confundiram e transformaram aquilo que existiu no futuro em separado. Tudo mudou. E nem sempre devemos encarar a mudança como algo mau. Mas custa. Custa muito ver alguém que um dia nos foi tanto na rua e não lhe poder falar. Custa precisar de um conselho, de um beijo ou de um abraço e não podermos pedir nada disso a quem realmente queremos. Custa muito ver a vida dessa outra pessoa avançar, e a nossa ir mudando aos poucos. Mas hoje consigo encarar tudo isso de forma positiva porque sei que todo o amor que um dia dediquei a algúem, mais tarde ou mais cedo irá retornar a mim com o dobro da intensidade. E saber que irá existir alguém que me irá amar o dobro daquilo que um dia amei alguém... Bem, só de pensar no dia que isso vai acontecer, já me sinto imensamente feliz. E já o amo, mesmo sem saber quem é."

AnA
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28 de março de 2012


let's be freekiiiiin' HAPPY =)

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27 de março de 2012


it's a charmed life!

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25 de março de 2012

23 de março de 2012

Pode não ter sido o suficiente pra você, mas cheguei no limite do meu ser pra sermos felizes. Lutei por esse amor, lutei por mim, por você, por nós... Atravessei fronteiras, viajei quilômetros, entreguei meu corpo e meu coração... Entreguei minha vida em suas mãos. Infelizmente, os valores são diferentes pra você e pra mim. Estive do seu lado, fui mais que sua amante, fui sua amiga, PARCEIRA. Foi coisa de olhar nos seus olhos e saber tudo que você estava sentindo... Fiz de tudo, não obtive retorno nenhum da sua parte. Sequer RECONHECIMENTO ao meu amor por você! Nem isso. Dei uma, duas, três, mil chances, mil perdões, mil oportunidades de você fazer diferente... Mudei coisas em mim, dei o braço a torcer, joguei fora meu orgulho. Recebi em troca MENTIRAS. E que tola eu fui de imaginar que você poderia dar mais do que isso! Você por si só É uma completa MENTIRA! Amor não se implora. De jeito nenhum. Quer coisa mais triste que implorar carinho, atenção, respeito, AMOR de outra pessoa? Não, não meu bem! Meu amor por você foi grande, mas você pode apostar que meu AMOR PRÓPRIO é absolutamente infinitamente MAIOR, do que tudo que um dia eu possa ter sentido por você. Agora pode ficar com as suas mentiras, e pode morrer com elas também. Enquanto eu, aaah eu vou continuar LINDA, inteligente e sentindo por você nada mais que nojo, repugnância total. E vou te ignorar como um verme. O mundo dá voltas, muitas voltas e acaba caindo no mesmíssimo lugar... Quando essa hora chegar, quero rir muito!

A. Mendonça ♥
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18 de março de 2012



engole o coração, pequena
ama-te por dentro!
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15 de março de 2012


...o mundo não estava a favor do amor..!

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As pessoas acham que a alma gémea é o encaixe perfeito, e é isso que toda a gente quer. Mas a verdadeira alma gémea é um espelho, a pessoa que mostra tudo o que te está a prender, a pessoa que te chama a atenção para que tu mesmo possas mudar a tua vida. Uma verdadeira alma gémea é provavelmente, a pessoa mais importante que vais conhecer, porque ela derruba as tuas paredes e acorda-te com um estalo. Mas viver com uma alma gémea para sempre? Não. Dói demais!
As almas gémeas só entram na tua vida para te revelar uma outra camada de ti mesmo, e depois vai embora.

in Comer, Orar, Amar

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5 de março de 2012


Where do broken hearts go
Can they find their way home?

And if somebody loves you,
Won't they always love you?

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1 de março de 2012

Quer um novo amor?


Saia para lugares diferentes assista a um bom filme,
leia um bom livro, abra a cabeça, mude os pensamentos,
e o amor vai te encontrar no metrô, no ônibus, na calçada,
e em qualquer lugar, pois você será de se admirar.
Pessoa que encanta só de olhar...

Paulo Roberto Gaefke
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Que março venha com bons ventos, que nos traga sorte, paz e amor, que não nos deixe desanimar e sofrer, por favor. Que leve embora todos as tristezas e decepções.... E só por um mês, faça tudo dar certo, depois veremos o que fazer em abril...
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28 de fevereiro de 2012

por falar em saudades...

...quando iniciei a minha última relação, nunca pensei que ela me iria tornar numa menina tão mais forte, individualmente, do que já era...não achei que houvessem mais ferramentas para nos tornar ainda mais fortes!
visto que essa relação me afastou drasticamente de toda a gente com quem me dava, incluindo amigos chegados e família. amigos nem vê-los, com a família eram encontros muito rápidos e despachados...
sofri muito com isso, por razões inexplicáveis...quem não está na situação, jamais poderá entender o porquê de não me levantar e ir, só...
é muito doloroso sentir saudades de alguém, e li no outro dia em qualquer lugar, alguma coisa do género: saudades e sentir falta é muito diferente, porque quando se sente saudades sabemos que mais cedo ou mais tarde iremos ver a pessoa, e sentir falta é mais na onda de sabermos que não podemos estar com essa pessoa.
então, para meu espanto desenvolvi um escudo, onde hoje em dia, limito-me a não ter saudades de ninguém, porque me parece quase um sentimento desnecessário. passo a explicar-me:
qual o objectivo de sentir-me triste, de rastos, a chorar pelos cantos da casa, quando sei que o tempo vai passar e poderei ver a pessoa novamente? poupo-me a esse sofrimento...aprendi a poupar-me com o tempo! e o tempo, ao longo da vida, tem realmente, vindo a provar-me que ele supera muita coisa, sozinho, sem ser preciso fazer muita força.
ao invés de sentir saudades quando as pessoas estão longe, aproveito-as ao máximo que posso quando estou com elas, saboreio cada minuto que estamos juntas...para que depois que elas vão embora não ficar aquele sentimento vazio de que deveria ter prestado mais atenção. isso já não acontece. agora quando estou numa situação, estou mesmo lá, não me dou a distracções desnecessárias que nada tem a ver com a pessoa que me acompanha. fiz isso durante muitos meses e percebi que perdi muitos momentos que já não voltam.
isto para dizer que é muito raro hoje em dia eu sentir saudades de alguém, pode ser um alguém próximo, tão próximo quanto os meus bebés que estiveram longe esta semana. mas sinceramente, não tive saudades...senti muita falta, porque queria estar com eles e fisicamente não era possível, mas também pelo facto de que são pessoas presentes na minha vida diária, são uma parte de mim...
mas limitei-me a esperar...e hoje já é dia!!! e eles daqui nada estão de volta, e o que aconteceu, foi que tive uma semana esplêndida comigo mesma, onde tive oportunidade para não me ocupar de outros, e pensar um bocadinho mais em mim, e no que está por aqui por dentro. às vezes também é bom!
portanto, com toda a certeza, ficarão desiludidos comigo ao perguntar-me se tenho saudades terríveis. ahah porque dado à minha accurate sincerity irei responder que não e ficar com cara de parva, a pensar: ups, talvez esta não seja a resposta mais fofinha =P
e sabiam que a palavra SAUDADE, assim com esta carga dramática e de dor, só existe em português?! sabiam a dificuldade que tive em explicar a uma espanhola o significado deste sentimento??? pois, acreditem...não foi lá muito fácil!
então, pensei...olha se o resto do mundo não chora as pedras da calçada a cantar o fado da saudade, porquê que eu não hei-de fazer o mesmo?! =)
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